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A alegria de viver, por Maria, em Jesus PDF Imprimir E-mail
Escrito por Kiki   
Sex, 22 de Janeiro de 2010 11:41

Aos irmãos em Cristo, a graça e a paz da parte de DEUS nosso pai, e todo amor Maternal de Maria! É com grande alegria que nesse segundo domingo do tempo comum, ano litúrgico C, vivemos e atualizamos o Evangelho das Bodas de Caná.  Nesse dia, em que nossos olhares se voltam para esse grande acontecimento em Caná, meditávamos no grupo de Jovens, alguns pontos relevantes que DEUS nos levava a viver. 

Junto com vocês, amigos e membros da comunidade Hesed, gostaria de partilhar um pouco sobre isso.

 

 Seria interessante que aqueles que assim quiserem, leiam antes o Evangelho de João 2, 1-11

  

 Naquele tempo, “1houve um casamento em Caná da Galileia. A mãe de Jesus estava presente.
2Também Jesus e seus discípulos tinham sido convidados para o casamento.
3Como o vinho veio a faltar, a mãe de Jesus lhe disse: “Eles não têm mais vinho”.
4Jesus respondeu-lhe: “Mulher, por que dizes isto a mim? Minha hora ainda não chegou”.
5Sua mãe disse aos que estavam servindo: “Fazei o que ele vos disser”.
6Estavam seis talhas de pedra colocadas aí para a purificação que os judeus costumam fazer. Em cada uma delas cabiam mais ou menos cem litros.
7Jesus disse aos que estavam servindo: “Enchei as talhas de água”. Encheram-nas até a boca. 8Jesus disse: “Agora tirai e levai ao mestre-sala”. E eles levaram.
9O mestre-sala experimentou a água, que se tinha transformado em vinho. Ele não sabia de onde vinha, mas os que estavam servindo sabiam, pois eram eles que tinham tirado a água.
10O mestre-sala chamou então o noivo e lhe disse: “Todo mundo serve primeiro o vinho melhor e, quando os convidados já estão embriagados, serve o vinho menos bom. Mas tu guardaste o vinho bom até agora!”
11Este foi o início dos sinais de Jesus. Ele o realizou em Caná da Galileia e manifestou a sua glória, e seus discípulos creram nele”.

  

  Antes de chegarmos aos pontos a serem meditados, façamos um breve estudo deste evangelho.

 

 Notemos que, nesta festa, estavam presentes Maria, seu filho Jesus, e seus discípulos. Acompanhando o Evangelho de João, bem como algumas das leituras desta semana que sucedeu, veremos que Jesus havia tido seu encontro com os discípulos, e a esses havia convidado para segui-Lo. A primeira comunidade já havia sido formada, Jesus já era um mestre, já possuía discípulos. Contudo ainda não havia anunciando a Boa Nova, que viria acompanhada de milagres.

 

 Mas eis que nas bodas de Caná, sua Mãe Lhe comunica a falta do vinho e Jesus lhe responde chamando-a de “mulher”. Como nos ensina a Doutrina da Igreja, o vocativo dado por Jesus a Maria, tanto nesse evangelho como aos pés da cruz, remete-nos a Maria como sendo a nova Eva, a Nova Mulher.

 

Se outrora a Mulher havia oferecido o fruto do pecado ao homem, chegada a plenitude dos tempos, a Mulher oferece a todos o FRUTO BENDIDO DE SEU VENTRE, OFERECE A SALVAÇÃO DOS HOMENS! O que Maria poderia fazer àqueles noivos, o que Maria poderia fazer a todos aqueles convidados, que estavam se embriagando de vinho? Maria é a Toda Santa (“Pan-hagia”), Maria é a cheia de DEUS. Ela tinha algo, ou melhor, alguém a oferecer, a saber: Seu filho Jesus.

 

 Sabemos que por de trás de todos os milagres de Jesus há sempre um ensinamento.  Neste, vemos que Jesus, ao iniciar sua vida “pública” por este milagre atendendo às palavras doces de sua Mãe, vem nos mostrar que Maria é a medianeira, que ao pedido de sua Mãe toda realidade é transformada, que por obediência àquela que deu seu sim ao plano de DEUS e fez de sua vida “tudo aquilo que Ele disse”, as graças chegam a todos nós, os convidados ao banquete, os participantes das núpcias do cordeiro, que vivem da Nova Aliança, feita na entrega de Cristo a sua Igreja.(Ef 5,25)

 

 Aprofundando-nos na grandeza deste evangelho, vemos que Jesus, após ver a firmeza da fé de Maria, acolhe sua súplica e dá uma ordem aos que estavam servindo, fazendo uso do verbo “encher”. Jesus pede aos que serviam que encham as talhas, e encham-nas de água. Eram aproximadamente 600 litros.

 

Podemos imaginar a dificuldade que foi pegar essas talhas e enchê-las. Mas nesse ato Jesus nos mostra que, aquilo que pode o homem fazer, DEUS não fará em seu lugar. DEUS fez o homem com potencialidades físicas e intelectuais; cabe ao homem usá-las para fazer o que Deus lhe diz. Contudo, DEUS inicia Sua obra, onde termina a do Homem. Encher as talhas com água cabia aos homens, mas transformar em vinho, somente a DEUS.

 

Primeiramente, tomemos para nós que Cristo conta conosco, e que nós temos que escutá-Lo, obedecê-Lo, colocar-nos em ação;  e, em segundo lugar, saber que somos talhas, talhas frágeis, quebradiças, talhas que por si só, estão vazias das graças Divinas e cheias da nossa pobre humanidade.

  E é assim, irmãos, que hoje nos apresentamos a DEUS. Cheios, mas sem gosto. E é exatamente assim que devemos nos reconhecer diante de DEUS.  Na nossa humanidade, sem gosto; na nossa vida, sem cor; no nosso ser, sem cheiro. Devemos nos colocar aos pés de Jesus, tal como a água foi posta, tal como a água é, insípida, incolor, inodora.  Somos mesmo essa água, que pode até ter vida, mas não é cheia de alegria. O que é a água se comparada ao vinho?

O homem, por si só, será sempre essa água, mas se colocado as pés de Jesus, pela súplica da Mulher que nos traz o Vinho Novo, converter-se-á, em vinho. Onde acaba a nossa potencialidade, inicia-se a do ONIPOTENTE.

 

  Que  Jesus Cristo, nosso Senhor, aquele que é o Pão da Vida e o Vinho Novo, nos encha da Santa Alegria.  Aqueles que são do mundo não a conhecem, mas os que se colocam aos pés de DEUS, prová-la-ão!

  Meus votos de Feliz  ano novo! PAX ET BONUM